O antigo senhorio Chimú (VIII - XV d.C.) fundou sua capital junto ao rio Moche no estado La Libertad e a chamou Jang-Jang, que na antiga língua mochica significa "sol-sol".
Chan Chan, com aproximadamente 20 km quadrados de extensão, é a cidade de barro mais grande de América pré hispânica. Para sua construção os chimú utilizaram adobe, cantos rodados, barro, madeira, totora, palha e cana, materiais que a integram as areias da costa como uma extensão natural. A cidade está composta por cidadelas que tem uma só entrada que dá acesso a um corredor que se abre a outros caminhos com paredes e edifícios de linda arquitetura retangular: pátios interiores, residências, edifícios administrativos, templos, plataformas e depósitos.
As paredes se decoraram com frisos modelados em alto relevo com motivos geométricos e zoomórficos. A plataforma sepulcral do soberano, construída em forma de T, foi o edifício mais importante. A cidadela estava circundada por bairros periféricos, onde viviam os produtores e os servidores do reino.
Os nomes que recebem hoje em dia as cidadelas correspondem aos arqueólogos que as estudaram (Rivero, Tschudi, Bandelier, Uhle, Tello); assim, a cidade "Rivero", corresponde a sede de Minchancamán, último governante Chimú, capturado e levado ao Cusco pelos incas segundo as crônicas.
A cidade, foi o núcleo urbano de um grande estado regional que abarcou a metade da costa peruana, desde Tumbes no norte até Lima, todos os caminhos partiam dela. |